O abismo Guy Collet é a caverna mais profunda do mundo formada por quartzito e também a de maior desnível do Brasil, com 671 metros de profundidade.
Está localizada no município de Barcelos, no Amazonas. A caverna foi catalogada por Pesquisadores da Sociedade Brasileira de Espeleologia (SB) e da ONG Akakor Geographical Exploring durante a expedição ao interior da Amazónia.
A descoberta do Abismo Guy Collet (AM-3), como foi batizado pelos exploradores da expedição ítalo-brasileira, com seus 670,6 metros de desnível, foi divulgada em no periódico Informativo SBE nº92 e registada no Cadastro Nacional de Cavernas do Brasil (CNC), atendendo às recomendações para expedições estrangeiras no Brasil da SBE.
A serra é composta, principalmente, por uma montanha em forma de mesa, também chamada de Tepuy. Um maciço de Quartzito que pode atingir cerca de 1400 metros de elevação em alguns pontos mais altos. Outras cadeias de montanhas próximas compõem um conjunto de serras complementares, mas apenas o Aracá tem a morfologia característica dos Tepuys.
A distância das áreas povoadas e a ausência de vias de acesso fazem da Serra do Aracá um dos lugares mais remotos do Brasil. A logística para acessar a montanha a partir de Manaus exige no mínimo 3 dias de barcos e uma caminhada que, com sorte, pode ser realizada em 1 dia. Além da distância, os rios que acessam a montanha são navegáveis apenas nos meses de cheia, ficando intransitáveis boa parte do ano. Uma vez na floresta, não há trilhas bem demarcadas o que pode tornar a subida mais difícil e demorada. Além disso, os limites da serra compreendem paredões verticais exigindo empenho para encontrar vias mais fáceis de subida.
A expedição contou com 5 espeleólogos brasileiros e 4 italianos. Estavam presentes especialistas em exploração, topografia, documentação fotográfica e geologia. O objetivo foi realizar um levantamento espeleológico na parte alta da montanha, com mapeamento das cavernas encontradas durante a viagem e uma topografia detalhada do abismo Guy Collet, conhecido como a mais profunda caverna do Brasil. A equipe permaneceu 5 dias no topo da montanha, em um total de 15 dias de expedição.
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